Para evitar a frustração, pense nas coisas que fez, não nas que não fez e, se isso não bastar, pense nas quer quer fazer e nas que fará.
29/09/2015 - Dia de São Gabriel, São Miguel e São Rafael
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
Lições de sábado 225
A proximidade não existe apenas entre os corpos. A proximidade de almas é estarem sempre juntas. Não só os olhos veem o amado, mas o amado não deixa nossa mente e o vemos como se estivesse perto. Ver, não só com os olhos, mas em espírito, de onde nunca partimos.
11/10/2015
Lições de sábado 224
Aprender não é só um exercício de um dia. É um constante fazer e refazer. O que sabemos, reaprendemos todos os dias. O que fazemos teremos de refazer. Tudo se renova no aprendizado constante de viver.
Ao Dia dos Professores, 15 de outubro de 2015
domingo, 20 de setembro de 2015
Lições de sábado 223
Não há um completo silêncio. Há apenas sons que se misturam aos pensamentos, que também não cessam. Não há palavras, mas sons, como buzinas ao longe, sussurros de vento, barulho de chuva, tinir de xícaras. O silêncio total, som algum, como uma surdez temporária, não há. Mesmo o mais denso silêncio das florestas ainda é cheio de farfalhar de folhas e pios de coruja. E ouvimos o som da Terra se movendo, das estrelas trafegando no céu, e o mar que bate nas praias. Há um silêncio entremeado de sustos, como as pausas na música, audíveis em entreatos de emoção, que se sucedem como o voo dos pássaros e a erupção de vulcões.
14/09/2015 - 00h52
Lições de sábado 222
Diga-me por onde andas, que te direi quem és.
Há lugares onde não faz sombra, há sempre luz por onde se caminha. As portas estão sempre abertas, e podemos ir a todos os lugares. Uma casa que recebe todos os que batem à porta e nela encontram um refúgio, onde há livros de todos os tipos, para todos os leitores. Assim é a visão do paraíso para Borges, uma biblioteca. E para muitos de nós, uma pequena ou uma grande livraria, onde os livros nos chamam para entrar.
19/09/2015 - 00h50
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
Lições de sábado 221
Quando se pensa que se está caminhando numa direção, ela muda, como um vento que sopra ao contrário. Imagine o que era velejar dependendo dos ventos. Resta-nos nadar contra a maré ou mudar o curso. Reinventar a roda, fazer novos planos, executar outros projetos, talvez aqueles que ficaram tanto tempo esperando por uma chance. Eu só fiz o que tinha de fazer quando minhas opções acabaram.
3/09/2015 - 13h24
terça-feira, 25 de agosto de 2015
Lições de sábado 220
Eu deveria estar habituada, mas não há como me habituar com surpresas. Se tivéssemos previsão de tudo que vamos fazer, não haveria emoção alguma em fazê-lo. O que os distingue é a novidade. O que não sabemos como irá acontecer. Se começo algo sabendo exatamente como vai terminar, que graça tem? Posso desejar que termine bem, mas isso não me garante o resultado. O passo a passo é que me faz acreditar que estou no caminho certo. A surpresa é inerente. Nada termina como começou, nem nenhum livro sai como entrou. Ele sofre um processo de transmutação entre ideia e realização. Quando me veem com um livro "pronto", eu sempre aviso que ele poderá mudar, não porque eu queira, mas porque o próprio livro quer. É o livro que pede a mudança. Quando entrei naquela livraria para esperar o horário do cinema, não esperava que eu fosse ser puxada pela manga para olhar uma publicação que tinha uma palavra que eu precisava consertar no livro que estava revisando. Toda vez que erramos numa revisão, em seguida, vem o conserto através de outro livro, de uma matéria no jornal ou notícia na TV, ou até numa conversa ao acaso, ou placa de rua. É o acaso que faz com que percebamos os erros. Tudo é muito sutil, não dá para explicar por que acontece assim, apenas que acontece. Já me vi tantas vezes enredada em revisões que não sei como vão acabar (mas que acabam), que só quando estou com o produto final nas mãos eu sei que consegui terminá-lo. Quando me trazem um livro "pronto", eu digo: "Não é assim que se faz". O livro faz a si mesmo, e nos refaz junto com ele. Eu tenho que descobrir o que o livro quer, porque como todo ser novo, ele quer toda a atenção que merece.
25/08/2015 - 12h15
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