sexta-feira, 17 de junho de 2016

Lições de sábado 256

Uma mão lava a outra e as duas lavam a cara. Cooperação. Reciprocidade. Empatia. Se estamos aqui para aprender o certo, o errado está por toda parte para sabermos o que não é certo. Embora, sem dicotomias, não pudéssemos distinguir o bem do mal, o universo trabalha para o Bem, mesmo quando o mal mostra a cara. Ele é o guarda que desvia o trânsito para você chegar no mesmo lugar, só que demora mais tempo.
17-06-2016 - 21h12


quinta-feira, 16 de junho de 2016

Lições de sábado 255


Tudo se acrescenta, quando pensamos perder. O maior sentido está no vazio, onde tudo se avoluma, por haver mais espaço para pensar no que nos falta.
16/06/2016 - 13h17


sexta-feira, 3 de junho de 2016

Lições de sábado 254

Numa regressão espontânea, eu cheguei a uma porta que se abria para um lugar onde vivi há 2.000 anos. Eu estava acordada, não era sonho, mas estava de olhos fechados, e tudo que via era nítido. Minha consciência incluía outra vida que passou a se mostrar como um filme guardado em minha mente. Uma voz me dizia quem eu era, e onde estava, de quem descendia, o que eu fazia, quem eram meus parentes. Eu era grega, mas vivia em Roma, na época de Cristo. Era uma vestal e morri muito velha, depois de servir 30 anos ao templo de Vesta. Eu me chamava Artemísia. Coincidentemente, é o mesmo nome da mulher de Mausolo, para quem ela mandou construir o Mausoléu de Halicarnasso, uma das sete maravilhas do mundo antigo. Viver era só servir.

5/05/2012 - 16h33 


Lições de sábado 253


Sempre que pensamos em fazer algo, se não deve ser feito, surge um imprevisto que impede que você cumpra seu intento. Isso é batata. Há vezes que o engano continua. E não se pode fazer nada. Mas, se temos uma proteção a mais, somos impedidos de fazer o que, inocentemente, tínhamos intenção de fazer. E somos preservados, a tempo, de um engano maior.
3/06/2016 - 16h29


terça-feira, 31 de maio de 2016

Lições de sábado 252


A poesia se escreve sem palavras, mas com palavras se escreve o poema. Com palavras se diz sim ou não, embora a boca não pronuncie nenhum som quando sorri. A boca assim comportada sabe quando falar e quando calar. Há poesia no silêncio. Mas há palavras num poema. Sem dizer nada, consigo expressar o que palavras não conseguem dizer. Os olhos falam. O silêncio fala. A língua nem se move. Mas ela se agita para dizer o poema e para dar e receber o beijo. Como na música, o poema é feito de palavras e silêncios, as pausas entre os versos, quando a mente começa a girar. E, nesse giro mágico, estão os sentimentos, que pousam sobre os olhos e a boca, e lhes devolvem o silêncio.

31/05/2015 - 17h25


domingo, 29 de maio de 2016

Lições de sábado 251

O que será depois que eu passar? A longa jornada que nunca finda. A infinda caminhada para onde não sei que vou. Sei, no entanto, porque vou. Não há sentido em não ir, não há sentido em ficar parado, nem em esperar. Espero enquanto sigo. Sigo esperando que passe tudo que deve passar, e reste apenas o inexorável sentimento de quem superou tudo, viveu tudo, viu tudo, e ainda que ver e viver mais. Porque há muito mais a ser vivido depois de viver tudo que havia para se viver.

29/05/2014 


sexta-feira, 20 de maio de 2016

Lições de sábado 250

Aprendemos a caminhar caminhando. A falar, falando. A amar, amando. Tudo é prática imediata. Nada em teoria se pratica. Só a prática é praticada. E o que em teoria não se aplica, na prática, pode ser explicada. Aprendi a ler, a escrever, a compreender, a deduzir, a somar e subtrair, a dividir e multiplicar. Aprendi, inclusive, a aceitar e a não aceitar. Aprendi o que se leva muito tempo para aprender, e o que se aprende imediatamente, através do amor. O amor é prática. E amor, só na prática. Em teoria, não existe.
20/05/2016 - 19h40